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BOCA DE MORTE

Dados históricos: canhão 26 nº SIGA  015895

Esse canhão espanhol veio provavelmente durante o processo de colonização espanhola do que viria a ser o futuro Paraguai. Posteriormente, foi capturado pelas forças armadas brasileiras na Guerra do Paraguai que durou de 1865 a 1870.

 

  Canhões também podem ser chamados de "Boca de Fogo" que é um termo genérico para artilharias que disparam granadas através de um tubo. Dentro do canhão uma peça chamada martelo bate numa munição cheia de pólvora causando uma explosão que lança um projétil em direção ao alvo.

 

  Desde sua criação o princípio de funcionamento permanece o mesmo ainda sendo utilizado hoje mais modernizado por forças armadas do mundo todo. A parte interna do canhão é nomeada de "Alma" que pode ser lisa ou raiada.

 

  Segundo as Diretrizes de Uso de Força e Armas de Fogo pelos Agentes da Lei lançado em 2015 pela Anistia Internacional, o Brasil
foi classificado como o país onde a polícia mais mata e mais morre. Nesse dado é relevante ressaltar que nesses homicídios cometidos pela polícia 79% são negros e 75% são jovens. 

  Em 6 maio de 2021, pelo menos 29 pessoas foram mortas a tiros na favela do Jacarezinho no Rio de Janeiro. O evento conhecido como "Chacina do Jacarezinho" é considerado a operação policial mais letal da história da cidade. A polícia civil negou possíveis irregularidades na operação e alegou legítima defesa dos agentes. Casos como esse reforçam matéria publicada pelo jornal Le Monde afirmando que a polícia brasileira é a mais violenta do mundo pois matou seis mil pessoas em 2019, sendo seis vezes mais que nos Estados Unidos.

Fragrância: Boca de Morte PB00014JB

  Existe um cheiro da morte?

  A resposta da Ciência é uma surpresa pois afirma que logo depois de morrer o corpo emite um odor fresco, o hexanol, parecido com grama recém-cortada. Com o passar dos dias, a decomposição provoca outros odores inesperados que podem parecer como esmalte de unha.

  Esta pesquisa desenvolvida pela Universidade de Huddersfield, na Inglaterra, levanta a possibilidade teórica de cada corpo, depois da morte, desenvolver um cheiro característico, uma combinação única de substâncias químicas liberadas como uma espécie de impressão digital. 

 

  O processo de desenvolvimento desse cheiro iniciou-se por trazer o odor da decomposição de um corpo.  Como não tivemos acesso a Cadaverina e a Putrecina, elementos responsáveis pelo odor nauseabundo dos cadáveres, usamos acordes do Castóreo - uma nota da perfumaria dos almiscares e âmbares com características fortes e pungentes, lembrando o couro. Um cheiro animálico e carnal. Para trazer um aspecto úmido, cinzento e frio da morte pensei nas flores brancas usadas em velórios.

Curiosidade: Passarinhos também possuem canhões em suas penas. É a parte de onde saem as plumas e fica presa à pele. Antigamente essa parte do passarinho era utilizada e conhecida como caneta-tinteiro ou bico-de-pena.