arte final_logo expo_cores.jpg
MuseuHist¢ricoNacional∏PatKilgore2020
icone som_edited.jpg
00:00 / 03:28
MuseuHist¢ricoNacional∏PatKilgore2020
MuseuHist¢ricoNacional∏PatKilgore2020

INVASÃO

Dados históricos: canhão 33 nº SIGA  015888

  O canhão n°33 foi trazido da França para sua colônia Caiena, onde foi capturado por tropas portuguesas e inglesas na tomada da região em 1809. No ano anterior, 1808, a família real e sua corte tiveram que compulsoriamente deixar Portugal e se refugiar no Brasil devido à invasão do imperador francês Napoleão Bonaparte. Procurando uma maneira de revidar a ocupação militar inimiga na Europa, tropas portuguesas e a aliada marinha britânica invadiram Caiena, a colônia francesa mais próxima ao Brasil. Esse episódio conhecido como
"A Tomada de Caiena", marcou a aliança anglo-portuguesa
que prevaleceu durante muito tempo durante a estadia de
D. João VI no Brasil.

 

  Hoje, Caiena é capital da Guiana Francesa que se localiza na fronteira com Amapá, estado ao Norte do Brasil. Contudo, nunca foi considerado um país e sim um território ultramarino francês. Em maio de 2020, segundo a revista Época, o governo da Guiana Francesa aumentou a fiscalização e ampliou a presença das Forças Armadas para impedir a circulação de pessoas na fronteira entre os municípios de Saint-Georges de l’Oyapok na Guiana e Oiapoque no Amapá.  Essas medidas rigorosas foram tomadas devido às altas taxas de infecção
do Covid-19 no Amapá que em abril, foi o epicentro da pandemia no país.


  O Amapá é um dos estados no Brasil que abriga a Floresta Amazônica. Dentro dele e em seus arredores vivem diversas comunidades indígenas que sofrem o descaso do governo, principalmente, diante das contaminações do Covid. Segundo o jornal El País em matéria de junho de 2020: “A indignidade com que os indígenas são tratados na pandemia de Covid-19 abriu um novo e pavoroso capítulo de violação dos direitos dos povos originários pelo Estado brasileiro.”

Fragrância: Invasão PB00014KU

  O cheiro da Invasão procura trazer em sua composição a violência, o medo, a ganância e ao mesmo tempo à coragem dos invasores. O medo e a ansiedade daqueles afetados pelas invasões são representados pelas notas animálicas, fenílicas, fétidas, encontradas no Osmanthus enquanto que a violência é evocada no antisséptico dos ferimentos e no metálico do sangue que os extratos de Castoreum, Oud e Musk trazem na composição.

 

  O cheiro é quente, queimado, e apresenta notas de cinzas, memória dos canhões. A pólvora que tem como componentes o enxofre, carbono e salitre é conhecida desde o século IX como pólvora negra ou cheiro do inferno. O cuminic aldehyde, uma das principais moléculas do cominho, instiga o pungente e oleoso
das Invasões.