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AUSÊNCIA

Dados históricos: canhão 31nº SIGA 015893

  Essa colubrina foi uma encomenda portuguesa a um arsenal de Gênova, Itália.  Ao observarmos seus detalhes pode-se especular que não havia uma preocupação com o seu custo
de produção. É ricamente trabalhada nas partes já normalmente decoradas dos canhões e possui uma cascavel esculpida em forma de uma cabeça de guerreiro mais primorosa que a maioria dos outros canhões.

  Armou o Forte São Francisco de Tabatinga na Amazônia (assim como o canhão 28, cheiro Anoxia), localidade estratégica por fazer fronteira com mais dois países -
Peru e Colômbia, no baixo Solimões. O forte terminou de ser construído em 1776, muito provavelmente pelas mãos de indígenas escravizados já que se localizava próximo a muitas comunidades da floresta.

  Hoje, os povos indígenas isolados ainda se encontram em vulnerabilidade e criminalizados pelo poder público. Em 2020,
o Brasil foi denunciado na ONU por risco de genocídio indígena. Dentre os argumentos da denúncia, consta que o maior índice de desmatamento no ano de 2019 se deu nas áreas de demarcação dos povos isolados, aumentando 113%. No mesmo ano, foi assassinado Paulo Paulino Guajajara em uma emboscada na Floresta Araribóia, Maranhão.
Paulino era líder indígena e guardião da floresta.

Fragrância: Ausência LAGO06803/00

A ausência não é apenas o que se foi.

Não é repetida ou reproduzida.

Incomoda. Intenção de desassossego.

Notas quentes como a pimenta rosa e o cravo em doses importunas.

O vetiver foi acrescentado em sua fracção suja, queimada,
para que o cheiro da terra e das cinzas não seja limpo e claro,
mas duro pela ausência.       

 

A ausência não é uma passageira lembrança.

Ela é eterna na nossa memória.
Vive dentro de cada um e em todos nós.

Pungente. Muitas vezes não recuperável.