OCEANO

História canhão 45  | 015493

  Essa caronada supostamente teria equipado o Forte de São Clemente da Piassava que se encontrava na atual rua São Clemente, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. Destinava-se a defender o acesso do chamado Caminho Velho que unia as
terras do antigo Engenho Real na lagoa Sacopenapã, atual Lagoa Rodrigo de Freitas às terras da Fazenda José Pereira Botafogo, quem posteriormente deu nome ao bairro.
Sua construção aconteceu entre 1767-1769. Contudo, não muito tempo depois, em 1812 estava abandonado e no ano seguinte através de um decreto foi desarmado e desativado.

  O forte situava-se ao pé do Morro da Piassava e às antigas margens da lagoa hoje muito aterrada e poluída. Em 2016,
quando a cidade do Rio de Janeiro foi eleita para sediar os
Jogos Olímpicos, uma série de medidas ambientais foram estipuladas com o objetivo de ser o maior legado que os Jogos deixariam para a cidade. Uma delas seria drenagem de matéria orgânica no fundo da Lagoa que recebe escoamento de esgoto sem tratamento. Esse procedimento foi impedido por suspeita
de cartel e paralisada depois de muitos questionamentos do Ministério Público e até hoje, 2020, não foi trazido às pautas
de discussão. Inclusive, antes do início das Olimpíadas 
13 remadores norte-americanos apresentaram sintomas de intoxicação com grande probabilidade de contaminação das águas da Lagoa.

Curiosidade: A caronada é um tipo de artilharia projetada para disparar balas rasas e não metralha. Seu nome provém da fundição de Carron,
na Escócia. Na Inglaterra esse tipo de caronada era usado no convés principal de escunas pequenas e barcos menores.

cheiro Oceano 

  Esse cheiro não é apenas sobre a brisa do oceano,
mas a contextualização da vida dos marinheiros em suas travessias por meses à deriva e os poluentes que existem hoje. O acorde traz de forma ríspida o cheiro ozônico e salgado do oceano. A matéria-prima em destaque é a Laminaria Seaweed uma alga da região da Bretanha,
na França, com um odor natural salgado e nuances de couro e musgos.

  Um captivo exclusivo da Givaudan que na perfumaria
é usado em doses bem homeopáticas para trazer frescor marinho e naturalidade ao acorde ozônico. Nesta representação temos uma overdose do ingrediente para causar a intensidade marcante e disruptiva do acorde.

O oceano que na época da colonização era fresco e límpido, hoje colocamos notas animálicas, crisílicas e fétidas como o civet, em referência aos poluentes que contaminam as águas dos mares ao redor do mundo.

 

Essa é a história do canhão e o motivo pelo qual
é relacionado com cheiro Oceano.
As perguntas a seguir são pontes entre você e a
 História, você e suas memórias, passado e presente. 
Contribua na construção do
imaginário coletivo do cheiro.


Poderia descrever uma ou mais memórias
olfativas do oceano?
Existe entre suas memórias diferenças
o cheiro em alto mar, na praia,
lagoa de água salgada ou durante uma pescaria?
 

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