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MATA

Dados históricos: canhão 3 nº SIGA 015916

  Esse canhão equipou o Real Forte Príncipe da Beira construído em 1775, às margens do rio Guaporé em Rondônia, Brasil. O forte, localizado em posição estratégica na fronteira com a Bolívia é considerado a maior edificação portuguesa construída fora da Europa no período colonial. Hoje se encontra em ruínas. 

 

Outros fortes foram construídos nas fronteiras como parte de um projeto de colonização da Amazônia elaborado por Marquês de Pombal, primeiro ministro português na época.
O projeto também abarcava uma política colonizadora de "civilizar" os nativos, emancipando-os ao retirá-los da tutela das ordens missionárias jesuíticas e integrando-os à população branca. Foram criadas medidas legais que proibiam sua escravidão e os tornava trabalhadores assalariados, que apesar de aparentemente vantajosas atacavam ainda mais seu modo de vida, suas tradições e costumes.

  

  Ao longo da história comunidades indígenas vêm sendo ameaçadas pela exploração dos seus territórios, epidemias que se instauram principalmente devido a doenças trazidas pelos brancos.  Em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, madeireiros, garimpeiros e grileiros se aproveitaram da falta
de fiscalização e avançaram ainda mais em suas atividades ilegais em áreas de preservação. Esses sujeitos são os principais vetores da doença que invade locais onde 
o
serviço de saúde é escasso ou inexistente, como é o caso
das florestas.

Na mesma Rondônia do Real Forte Príncipe da Beira, um dos povos indígenas que habitam o estado, os Suruí, tiveram que tomar iniciativas próprias, sem o apoio de instituições, para fechar os acessos às suas terras e impedir a entrada do vírus
em seu território.

Em novembro de 2021, a ativista indígena, Txai Suruí, participou da abertura oficial da Conferência da Cúpula do Clima (COP26). No discurso, a jovem de 24 anos disse:

“Meu pai, o grande cacique Almir Suruí, me ensinou que devemos ouvir as estrelas, a lua, o vento, os animais e as árvores. Hoje o clima está esquentando, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo, nossas plantações não florescem como antes. A Terra está falando, ela nos diz que não temos mais tempo”.

 

O novo governo eleito em 30 de outubro de 2022, declarou que em 2023 será criado o novo Ministério dos Povos Originários.

fragrância: Mata PBX00014NM

A lembrança do cheiro das matas nos leva
automaticamente ao conhecido cheiro de terra molhada 
após a chuva, representado pelo Geosmine, um subproduto de bactérias ou algas que fica evidente no ar após a água entrar em contato com a terra. Cientistas acreditam que seja graças ao Geosmine, por exemplo, que camelos conseguem encontrar água no deserto.

 

O aspecto verde nesta fragrância é trazido pela combinação do óleo essencial Lentisco de Marrocos e Galbanum que juntamente com o Geosmine acrescentam notas úmidas predominante nas florestas. Nesse caso em particular, foi adicionado também um toque seco e queimado através do Patchouli, madeira poderosa e multifacetada que encarna a rusticidade de sua exuberância. 

 

A mata é a casa de muitos - por isso, o Cheiro da Mata busca ser fiel à pureza da natureza, sugerindo uma reflexão das ameaças sofridas por este grande verde abrigo coletivo.