MATA

História canhão 3 | 015916

  Esse canhão equipou o Real Forte Príncipe da Beira construído em 1775, às margens do rio Guaporé em Rondônia, Brasil. Em posição estratégica na fronteira com a Bolívia,
o forte é considerado a maior edificação portuguesa construída fora da Europa no período colonial, porém hoje se encontra
em ruínas. Outros fortes foram construídos nas fronteiras como parte de um projeto de colonização da Amazônia elaborado pelo Marquês de Pombal, primeiro ministro português na época.
Esse projeto também abarcava uma política indigenista de transformar o índio em colono, emancipando-o ao retirá-lo
da tutela das ordens missionárias jesuíticas e integrando-o
à população branca. Foram criadas medidas legais que
proibiam sua escravidão e o tornava trabalhador assalariado, desorganizando seu modo de vida e apartando-o de suas
tradições e seus territórios.

 

  Nesse período, as comunidades nativas eram contaminadas
por doenças e epidemias trazidas pelos europeus. Hoje, os povos indígenas ainda existentes estão assustados com a
falta de apoio das autoridades frente à pandemia Covid-19.

 

  Na presente situação de quarentena em todo o país,
madeireiros, garimpeiros e grileiros se aproveitam da falta de fiscalização e mantém suas atividades ilegais de exploração em territórios indígenas no norte do país. Esses profissionais são os principais vetores da doença que invadem locais onde o serviço de saúde é escasso. O Estado do Amazonas é uma das áreas mais atingidas pela pandemia, sendo que Manaus, sua capital, tem tido dificuldades em enterrar seus mortos.

 

  Ao longo da história as comunidades indígenas vêm sendo ameaçadas pela homogeneização, escravidão e desterritorialização. Tanto as comunidades isoladas quanto as mais próximas às capitais enfrentam a negligência do governo
em sua obrigação de proteger os direitos fundamentais de todos os brasileiros. Na mesma Rondônia do Real Forte Príncipe da Beira, testemunha da colonização - hoje, um dos povos indígenas que habitam o estado, os Suruí, tiveram que tomar iniciativas próprias, sem o apoio de instituições, para fechar
os acessos às suas terras e impedir a entrada do vírus
em seu território.

Cheiro da Mata PBX00014KN

  O conhecido cheiro de terra molhada, após a chuva,
é basicamente o aroma de Geosmine, um subproduto de bactérias ou algas, que fica evidente no ar após a água entrar em contato com a terra. Cientistas acreditam que seja graças ao Geosmine, por exemplo, que camelos conseguem encontrar água no deserto. 
  Graças a descoberta e uso de ingredientes sintéticos que replicam e foram encontrados primeiramente na análise de ingredientes naturais, conseguimos interpretar quase que fielmente a naturalidade desse cheiro tão icônico do cheiro da mata virgem. De uma forma simples e extremamente rica, é possível trazer o aspecto verde, pela combinação de Lentisque Oil Marrocos e Galbanum Oil e o lado úmido de Geosmine, que predomina na floresta e que contrasta de uma forma subliminar a floraridade aquosa por trás desse emblemático odor natural. Nesse caso em particular, adicionamos um toque seco e queimado através do Patchouli, uma madeira poderosa e multifacetada que encarna a rusticidade de sua exuberância. 

  A mata é a casa de muitos - por isso, o Cheiro da Mata
é tão fiel à pureza da natureza. Sugere uma maneira de refletirmos sobre como está sendo cuidado ou ameaçado esse grande e verde abrigo. 

Essa é a história do canhão e o motivo pelo qual
é relacionado com Cheiro da Mata.
As perguntas a seguir são pontes entre você e a História,
você e suas memórias, passado e presente. Afeto.
Contribua na construção do
imaginário coletivo do cheiro.


Você tem memórias olfativas de passeios pelas matas?
 
Você tem saudades do cheiro de mata?

Imagine o cheiro da mata após uma queimada.
Mata também vem do verbo matar.
Tem cheiro diferente?

Responda aqui