VIDEO/  VIDEO ARTE

Glass Memory
(2017)

O vidro é feito de vidro. O vídeo reconstrói a vida dos estilhaços de vidro através do calor e do fogo. A metamorfose transforma memórias em ânforas esculturais finas, complexas e orgânicas que abrigam uma série de cheiros desconhecidos.

Shards
(2015)

Estilhaços/Shards é um trabalho em andamento baseado na coleção de taças de vidro quebradas da artista. É organizado em um livro de artista olfativo e instalações site-specific. O vídeo Estilhaços/Shards compõe as instalações e traduz, em partes, a experiência visual do projeto.

New York Through the Nose
(2012)

Through the Nose (Através do Nariz) é uma série de caminhadas site-specific em diferentes regiões, bairros e cidades.

Projetada pela artista em diferentes formatos de acordo com a área escolhida, o sentido do olfato conduz a uma experiência sensorial  individual e coletiva de combinar memórias e odores que identificam o lugar. 

  7 Through the Nose é uma sequencia de três caminhadas na cidade de Nova York.
Começando na praça Times Square, pegando o metrô Linha 7 e farejando pelo centro de Flushing, Queens, o grupo imerge numa gama de odores e memórias encontrados no caminho. 7 Through the Nose foi apresentado por Elastic City.

Ich Kann
(2010)

O vídeo é um registro de viagem da Tracajá no Golfo do México que inspeciona o pior derramamento de óleo da história dos Estados Unidos, que transformou os arredores da área em oceanos sem vida.
Tracajá, meu avatar, é o nome de uma pequena tartaruga rajada de amarelo que encara a extinção pela má preservação do seu habitat e outros projetos predatórios na bacia amazônica. [...] O cheiro adstringente, um odor químico que pica a garganta, soma um sentimento perturbador.  ​

Tracajá
(2002)

Tracajá é o nome de uma pequena tartaruga rajada de amarelo que encara a extinção pela má preservação do seu habitat e outros projetos predatórios na bacia amazônica.

O vídeo é caminha pelo interior do esqueleto da tartaruga conectando memória e mitologia. Infunde as pegadas da Tracajá aumentadas, estáticas e translúcidas animadas no ambiente digital.

É a construção do deslocamento dessa pequena nômade da bacia amazônica que, no seu processo de extinção, procura por um abrigo imaginário. Esse diário registra a solitária migração por meio de paisagens metafóricas e locais desconhecidos como Rio de Janeiro, Índia, Nepal e Nova York em 11 de setembro. Disso, emergem ritmos ancestrais constantemente interrompidos por controle e intervenção dos seres humanos.

Cirandas
(1993)

Cirandas faz referência à brincadeira de roda infantil. Em São Paulo, crianças inalam cola de sapateiro. Em Recife, meninas encontram na prostituição a única alterativa para sobrevivência. Em Salvado, algumas crianças jogam capoeira enquanto outras pagam pelo direito de dormir nas ruas. Nos Estados Unidos, armas substituem livros escolares. Quando a brincadeira deixou de fazer parte da realidade? Meu trabalho em andamento tem sido de interpretas fatos através dos olhos de ativistas que trabalham com crianças de rua brasileiras e jovens jornalistas entrevistando outras crianças em situação de risco nos Estados Unidos.  O vídeo foi projetado diretamente no xerox de um memorial de 469 crianças no Rio de Janeiro e 360 crianças em Chicago abusadas e mortas por armas de fogo durante 1993.  

Xetá
(1999)

"Quando eu era uma crianças, eu costumava passar minhas férias no Paraná. Daquele época, eu lembro das altas Araucárias e das histórias sobre os Xetá, uma tribo indígena que habitava a região da Serra dos Dourados,
onde meu pai tinha plantações de café. No fim de 1950 eles eram identificados e classificados pela comunidade científica como um grupo que ainda vivia na idade das pedras. A invasão das suas terras aconteceu em parte pela expansão das fazendas de café e pelo incentivo governamental de expansão do agronegócio. Hoje, 50 anos depois, Xetá é uma tribo extinta. Soube que talvez uma mulher ainda sobreviva hoje num hospital psiquiátrico. Na instalação, o vídeo é projetado numa parede curva, invoca a presença dessa mulher. A imagem digital sugere seu labirinto mental enquanto entro no meu computador procurando por camadas de nossa solidão".