Entre os cheiros
da História
(2020)

El Cristiano (44)

Construído em meio a Guerra do Paraguai e entregue ao exército paraguaio, participou da Batalha de Curupaiti, em 22 de setembro de 1866. Em 1870, na última batalha do conflito, o exercito brasileiro apoderou-se do canhão para considerá-lo como memória da guerra e da vitória do exército brasileiro[3].

O canhão foi forjado com o material de vários sinos de igrejas paraguaias (por isso o nome O Cristão) e pelas suas dimensões é considerado um dos maiores canhões fabricados no século XIX.

O governo do Paraguai nunca aceitou o El Cristiano como um patrimônio brasileiro e por anos reivindica a sua devolução [4], pois o país considera-o como um herói nacional, já que ele foi peça fundamental na aglutinação de recursos e esforços do povo no conflito e também na maior vitória paraguaia da guerra, quando derrotaram os exércitos do Brasil, da Argentina e do Uruguai na Batalha de Curupaiti, quando morreram mais de 9 mil soldados aliados[5].