ANOXIA

História canhão 28  | 015893

  Essa colubrina equipou o Forte São Francisco Xavier de Tabatinga que ficava às margens do Rio Solimões no estado do Amazonas, Brasil. O Forte foi erguido em 1776, um ano após
a construção do Forte Real Príncipe da Beira, e fez parte
de um projeto de ocupação e domínio do território amazônico.
O Forte de Tabatinga posicionava-se dominante sobre o rio porque marcava o limite ocidental do controle da Coroa portuguesa na fronteira com o Peru e com a Colômbia.
Contudo, a própria geografia o levou à ruína pela erosão fluvial que agiu sobre as margens onde se encontrava, destruindo-o
por completo em 1932. Dois dos canhões deste forte foram trazidos ao Museu Histórico e o restante ficou sepultado no
fundo do rio Solimões.

  Desde essa época é possível notar indícios de desmatamento
e exploração descomedida da floresta amazônica, conhecida mundialmente como “pulmão do mundo”. Contudo, essa definição
é errada, a floresta consome quase todo o oxigênio que produz
- os grandes responsáveis pela produção de oxigênio do planeta encontram-se nos oceanos: as algas e os fitoplânctons.
Hoje em dia há uma crise nos níveis de oxigênio marinho pela poluição e uma das grandes consequências desse efeito é a expansão dos incêndios florestais. 

  Em 2020, a floresta amazônica sofreu queimadas que superaram
a média dos últimos 13 anos, aumentando 28% se comparado com julho do ano passado. As razões envolvem o extrativismo madeireiro e abertura de campos para o agronegócio e pecuária, sendo muitas vezes acontecendo ilegalmente. O desmatamento
é o grande motivo do alastramento dos incêndios
e vem aumentando principalmente neste período de pandemia global
no qual as atenções da mídia e autoridades estão voltadas para
as notícias relativas ao vírus.

  Seja qual for a causa do fogo nas matas virgens, seu resultado
é aterrorizante. Comunidades indígenas têm suas aldeias atingidas pela fumaça, fauna e flora de valor inestimável são consumidas pelas labaredas. A falta de ar provocada pela fumaça do fogo nos pulmões, se aproxima de uma realidade urbana e compartilhada por todo o mundo. A insuficiência respiratória, sintoma do novo coronavírus. Poderia ser uma manobra da natureza que grita a crise humana que vivemos?

Curiosidade: Colubrina é um tipo de canhão que servia como artilharia
naval à longa distância. O canhão 31 Ausência também equipou o
Forte de Tabatinga.

cheiro Anoxia

  Um  cheiro inquietante do desconhecido, aquele que se aproxima sem que percebamos suas consequências. Pensamos no odor da bactéria usado algumas  vezes como arma de guerra e aquelas que podem causar doenças pulmonares provocando dispneia. Incorporamos também na composição a ansiedade da possível falta de ar, um sintoma do Covid19. 

 

  Respiramos uma combinação de notas sulfúricas e ésteres em concentrações quase imperceptíveis no nosso dia a dia. Porém esses mesmos ingredientes super dosados podem nos  levar a falta de oxigênio conhecida como anoxia.

 

  Para que a bactéria seja sentida pelo nariz, colocamos o Tiazol, um composto heterocíclico que contém tanto enxofre como nitrogênio, sendo que o termo 'tiazol' também refere-se a uma grande família de derivados.  O anel tiazol é também um componente da vitamina tiamina (B1).
Não pensamos em adicionar literalmente a falta de ar produzida pelas queimadas da floresta Amazônica.  Criamos um cheiro mais abrangente que nos remete à sensação de anoxia.​    
                    

 

Essa página conta a história do canhão e suas 
relações com cheiro Anoxia.

As perguntas a seguir são pontes entre você e a História,
você e suas memórias, passado e presente.

Sua contribuição é muito importante na
construção coletiva desse vocabulário olfativo.

Anoxia é ausência de oxigênio.
Na falta de ar, qual seria o carreador dos cheiros?
Numa situação hipotética de não conseguirmos mais respirar, 
qual cheiro você sentiria mais falta?

 

Responda aqui